quinta-feira, 3 de maio de 2007

Sobre os títulos de livros

Escrever um livro não é tarefa fácil. Mas escolher o título da obra também não é pra qualquer um. É impressionante o número de títulos que beiram ao ridículo, na tentativa de serem criativos e chamarem a atenção do consumidor. Alguns simplesmente não dizem nada a respeito do conteúdo do livro, uma das principais funções do título.
Vejamos algumas pérolas.
As primeiras servirão a todos que se tornaram gerentes ou queiram manter-se assim ou queiram ser valorizados. Tem de tudo:

- "Virei gerente, e agora?"
- "Quero continuar gerente, e agora?"
- "Gerente também é gente!"

Também existe o “Virei chefe, e agora?”, que deve ser muito elucidativo e o “Formei-me em publicidade, e agora?” Seja mais criativo do que o autor do livro, meu filho!

Na lista dos engraçadinhos: “Oh! Mundo CÃOporativo”. É o ápice da criatividade!

O campeão entre os administradores: “Ensinando o elefante a dançar”. O título já diz tudo a respeito do conteúdo. Não precisa nem ler.

Sempre digo: “nunca compre um livro que tenha um ponto de interrogação no título”. É um perigo.

Veja que lista interessante. São livros que parecem ter saído da mesma cabeça genial:

- "Quem mexeu no meu queijo?" Este é o primogênito. O que desencadeou toda a enxurrada a seguir:

- "Quem mexeu no meu queijo? Para crianças" e "Quem mexeu no meu queijo? Para jovens". Afinal, a idade do queijo (ou do dono) é fundamental nessas horas.

- "Quem mexeu? Fui eu que mexi!" Mexeu em quê, meu Deus do céu!

- "Quem mexeu na minha vida?"
- "Quem mexeu no meu dinheiro? O guia do pai rico"
- "Quem mexeu no meu estetoscópio?"
- "Quem mexeu no meu namorado?"
- "Quem mexeu no meu sabonete?"
- "Quem mexeu no meu salame?" Esse pelo menos não pretende ser "instrutivo"
- "Quem comeu o meu hambúrguer?"

Parecem livros para bêbados. Afinal, hambúrguer de bêbado não tem dono!

TOP dos TOPs: “A arte da guerra – para quem mexeu no queijo do pai rico”.

Não falta mais nada. Ou falta???

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